Dieta Mediterrânea

Quando chegam os meses de maio, junho, julho e agosto, poucos lugares são melhores que os países banhados pelo mar Mediterrâneo. Portugal, Espanha e Itália transformam-se no centro do mundo do turismo em virtude do clima quente, do sol que dura até às dez horas da noite, das festas e, claro, da comida. E tudo gira em torno da dieta mediterrânea.

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Os alimentos mais presentes nos pratos da dieta mediterrânea são tomate, ovo, peixe e pimenta, e tudo isso regado por muito azeite de oliva. Pão, queijo e outros produtos também são bastante consumidos nesse tipo de alimentação, que é considerada uma das melhores que existem.

Se essa dieta fosse planejada por um nutricionista, não seria tão perfeita. O consumo de todos os seus componentes ajudam a ter uma vida mais saudável: o azeite de oliva é a gordura perfeita que o corpo precisa. Os peixes também fornecem gorduras de boa qualidade, proteínas e ômega 3. Foi comprovado que a dieta mediterrânea ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, controlar a diabetes e pode até estar relacionada a uma menor probabilidade de surgimento do mal de Alzheimer.

Segundo uma pesquisa da Nutritional Neuroscience, a dieta mediterrânea também ajuda pacientes que sofrem de depressão, pois reduz os sintomas e melhora a qualidade de vida. É importante lembrar que a depressão e outras doenças, como a ansiedade, consistem em grandes preocupações de médicos e pesquisadores.

Há muito tempo, a dieta mediterrânea é o foco do estudo de nutricionistas e profissionais da área de saúde mental, que desejam entender seu impacto na qualidade e também na expectativa de vida. A primeira pesquisa sobre o assunto foi realizada em 1948. O resultado mostrou que, nas áreas da Península Ibérica e do Japão, a alimentação permitiu a redução no número de doenças cardiovasculares, como altos níveis de colesterol no sangue, em comparação com os Estados Unidos, sempre considerado um país com problemas alimentares. No caso do Japão, o consumo de peixe e muitos vegetais foi uma das causas dos bons resultados.

Como dissemos, o motivo dessa dieta ser algo normal para os habitantes desses países não se deve a um nutricionista influente, que fez com que a população dos países banhados pelo Mediterrâneo comesse melhor. Com problemas econômicos e poucas importações, as pessoas consumiam o que podiam. O tomate estava lá, na terra, assim como a oliveira, que permitiu o consumo de azeitona e a fabricação de azeite. O pão sempre foi uma solução fácil, pois é barato e fácil de fazer. E os peixes são abundantes no litoral, especialmente a sardinha.

E para melhorar tudo isso, também houve uma dose de sorte. Uma dose não, uma taça. O vinho é de fácil de fabricação devido às videiras que cobrem esses territórios. Além disso, a bebida é mais saudável do que qualquer destilado, e todos sabem: beber uma taça de vinho todos os dias faz bem para o coração.

Mas a época de crises e frugalidade do passado acabou. Hoje, fast food, alimentos industrializados, gorduras que só fazem mal e muito açúcar estão disponíveis no hipermercado mais próximo. Por isso, é importante valorizar a dieta mediterrânea e ouvir os pais e os avós à mesa. Se os produtos que só fazem mal são fáceis de comprar e consumir, o mesmo acontece com o tomate, o azeite, o peixe (sardinha e polvo, mas também outros como salmão, um excelente substituto), o pão artesanal e frutas, muitas e sortidas. A dieta mediterrânea atual não se resume apenas ao que é encontrado e produzido na Espanha, em Portugal, na Itália ou na Grécia. A ideia é consumir legumes, verduras, frutas, procurar as melhores proteínas e gorduras do mundo animal e esquecer a existência de produtos industrializados, edulcorantes, conservantes e outros alimentos que só fazem mal.

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